Religião Pura, por E.T.

 

Não sou ateu. De facto, considero-me mais religioso do que a maioria das pessoas que conheci. Tanto o meu coração (os meus sentimentos), como a minha cabeça (o meu cérebro científico), como as minhas experiências de vida, me têm demonstrado que o sobrenatural é real.

O Universo é imortal, o que significa que é infinito no tempo. Sempre existiu, nunca começou e nunca acabará.

O Universo é infinito no espaço, o que significa que, ao contrário dos nossos corpos, não tem limites físicos, nunca acaba. Algo bastante difícil de assimilar a partir da nossa perspectiva actual, em que todos os objectos conhecidos têm uma limitação espacial.

O Universo material existe, porque é consciente. Porque é continuamente criado, apoiado e controlado por uma consciência universal. A consciência universal cria a matéria nas estrelas, e a matéria caminha para a consciência.

Ou seja, uma pedra pode converter-se num lobo ou num homem, ou em qualquer outra coisa, depois de uns quantos bilhões de anos. No entanto, essa conversão não é casual nem espontânea. É imaginada, desejada, projectada e provocada.

Os seres humanos são apenas um dos infinitos exemplos de matéria adquirindo consciência. Os humanos nem são a única forma de consciência “superior”, nem a mais avançada. Há outras formas não-materiais de existência consciente. Seres invisíveis, 100% espirituais.

O espírito, a alma ou a consciência, é imortal. E a matéria também, porque, como dizem os entendidos, a matéria não desaparece, apenas se transforma.

Graças a Deus, a memória humana não é imortal. A morte e o nascimento servem para apagar as memórias duma vida inteira, e começar de novo como se fosse a primeira vez. Esta é a única forma de evitar a rotina, a monotonia e o aborrecimento eterno.

Para disfrutar plenamente de algo, há que eliminar as lembranças, pelo menos momentaneamente. De outra forma, nunca poderiamos disfrutar do sabor de um bife com batatas fritas, porque teríamos ainda o gosto do bacalhau na boca.

De facto, as vivências dos cinco primeiros anos das nossas vidas não ficam na memória, e em muitos casos de Alzheimer, todas as memórias chegam a apagar-se por completo muito antes da morte física. O que significa que a parte circunstancial da nossa personalidade criada pelas nossas vivências é temporal, passageira e não perdura à morte física. A única coisa que perdura é a parte essencial da nossa personalidade espiritual, que é eterna. Quando se adquire plena consciência da imortalidade, o tempo deixa de fazer sentido.

O Universo criou-nos de tal forma, que todos os elementos do nosso corpo têm um propósito. Imaginar que o mesmo Universo que nos criou não tem nenhum propósito, denota uma falta de imaginação total e um elevado nível de arrogância. O cérebro da nossa espécie é único, e o seu tipo específico de consciência tem um propósito especial: descobrir porque é que existimos e quem somos. Um dia, sabê-lo-emos com certeza.

Um Universo infinito necessita dum meio de transporte universal ultra rápido e eficaz. Esse meio de transporte já existe e chama-se morte e nascimento. De que nos serviria viajar à velocidade da luz ou à de qualquer velocidade superior? Num Universo infinito, tardariamos sempre uma eternidade para ir de um lugar ao outro. Para além disso, o nosso corpo actual não serviria para nada noutro meio ambiente, porque de facto, o corpo humano morre a apenas 5km da superfície da Terra, por falta de oxigénio.

No nosso pequeno planeta há uma infinidade de tipos diferentes de seres vivos. Por um instante, pense nas diferenças brutais que existem entre as diversas formas de vida de animais e plantas, num só planeta.

Sei que a maoria dos ocidentais “civilizados” não o aceitarão facilmente, mas aqui mesmo e agora mesmo na Terra, também co-existem muitos tipos de seres não-materiais. Não se esqueça que todas as religiões do mundo, sem excessões, falam desses seres espirituais. A cristã, mais do que todas as outras juntas.

Em essência, os seres podem ir de 99,9% materiais a 100% espirituais, com todos os graus intermédios. Não acredito na existência de matéria 100% material. Nem eu nem a física quântica.

A Natureza não é natural. É absolutamente sobrenatural.

No entanto, a maioria dos ocidentais “civilizados” não a vêm desse modo, apenas porque se acostumaram à Natureza desde que nasceram, e cometeram o erro de se considerarem capazes de controlar a Natureza, e de tomar tudo por normal ou por adquirido. Se ao leitor a Natureza parece normal e natural, tente responder o melhor possível às seguintes quatro questões:

1. Porque é que existe o espaço?

2. Porque é que a matéria existe no espaço?

3. Porque é que a matéria adquire vida?

4. Porque é que a matéria pode sentir, pensar e criar?

 

Pode preguntar se estas questões têm algum interesse… Bem, essas quatro questões fundamentais tratam dos factos responsáveis pela existência de si mesmo, o leitor.

Se está a ler este texto, é porque existe. Algo indubitável. Mas você não tem nehuma pista em relação a qualquer dos quatro factos que originaram a sua própria existência. Que saibamos, nenhum humano a tem, de momento.

Ser religioso significa acreditar no Universo (Unidade & Versatilidade)

Provavelmente, aceitará que faz parte, ou é uma parte do Universo. Assim, pelo menos, tente acreditar em si. Jamais sinta vergonha por ficar totalmente estupefacto/espantado com o Universo. Isso só prova que você é um ser humano (parcialmente material e parcialmente espiritual). Os animais não se espantam.

Se prefere, pode trocar a palavra  “Universo” pela palavra “Deus”.

Dê-se conta de que o homem “civilizado” já não pensa por si mesmo. Durante a vida vai acumulando informação como um disco duro. Informação adulterada, distorcida e interesseira.

A actividade humana mais elevada da Antiguidade, a do filósofo, practicamente desapareceu para benefício do cristianismo e das políticas modernas.

O livre pensador ou o espírito livre é hoje considerado como um perigo para a sociedade. Muitos o consideram o “inimigo público número um”.

A minha definição de felicidade – Encontrar-se num estado de sincronia absoluta entre cérebro e espírito, ou seja, ter harmonia perfeita entre a parte mortal e a parte imortal do nosso ser.

 

Posted: March 24th, 2011
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